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Vista da fachada do restaurante 50 Friends em Polanco, Cidade do MéxicoTendências

CDMX em 2026: Comfort Food Barato Lidera o Jogo

Sete dos dez lugares mais bem avaliados da Cidade do México cobram menos de MX$200 por pessoa. A capital come bem, come barato e distribui notas altas para quem merece.

Dos dez restaurantes e bares mais bem avaliados da Cidade do México, sete cobram menos de MX$200 por pessoa. Não é acidente. É o retrato mais claro do que a capital mexicana quer comer em 2026: comfort food barato, bem executado, com fila na porta e zero pretensão.

A tendência mais barulhenta do momento tem cheiro de fritura e gosto de queijo derretido. O Chubbies Polanco, na Lago Andromaco 17 no bairro de Granada, acumula mais de 1.100 avaliações com nota 4.8. Os hambúrgueres ali não tentam ser gourmet, não pedem desculpa por existir. São diretos: pão, carne, queijo e uma camada inesperada de marmelada caseira que aparece nos comentários com frequência que me surpreendeu. Entre MX$100 e MX$200 por pessoa, aberto todos os dias a partir do meio-dia, com horário estendido nas sextas e sábados até 23h30. Do outro lado da cidade, em Coyoacán, o Pipiris Fries cobra menos de MX$100 e mantém nota 4.7 com mais de 700 avaliações. O cardápio é uma declaração de amor ao excesso: milkshakes, batatas carregadas, macho fries, jalapeño poppers, boneless, pasta bolonhesa, sorvete flutuante. Tudo servido a partir das 15h na Calle A, Mz. VII. Parece cardápio de madrugada, mas funciona no meio da semana sem problema nenhum.

A segunda onda que domina os copos da cidade é a michelada transformada em ritual. Dois dos dez melhores estabelecimentos da capital giram em torno dessa bebida. O Torito Sports Bar Insurgentes, na Avenida Insurgentes Centro 1020, tem nota 4.8 e mais de 800 avaliações. É sports bar de verdade, aberto de segunda a sábado, com clima de jogo ao vivo. Micheladas e sopa de tortilla são os pedidos que mais aparecem nos comentários, junto com elogios ao ambiente e aos mojitos. Mas o fenômeno mais chamativo fica na Narvarte. O Michelanga Narvarte, na Av. Cuauhtémoc 808, transformou a michelada em conceito gastronômico completo. Camarão, tamarindo, limão, copos que pedem para ser fotografados antes de qualquer gole. Nota 4.7, quase 900 avaliações, tudo por menos de MX$100. É um beer garden aberto todos os dias a partir da 13h30 que encontrou um nicho e decidiu ficar.

O terceiro sinal no ranking é a presença de cozinha internacional sem preço de importação. O Vegan Ramen Mei Del Valle tem 1.148 avaliações com nota 4.7 e preço entre MX$100 e MX$200. Ramen vegano numa cidade onde o taco al pastor é lei. Soa improvável, mas mil avaliações positivas contam uma história bem diferente. Em Polanco, o 50 Friends, na Av. Emilio Castelar 95, é um italiano com quase 1.900 avaliações e nota 4.7, aberto todo dia do meio-dia à meia-noite. Pizza de chocolate aparece nos comentários com uma constância que diz muito sobre o público de Polanco. Quase duas mil avaliações para um restaurante italiano nessa zona é volume que faz qualquer dono de restaurante prestar atenção.

O que vem pela frente? Duas apostas. A primeira: bares temáticos de michelada vão virar franquia. O modelo do Michelanga é copiável, com ingrediente popular, personalização visual, preço acessível e público cativo. A segunda: com o mezcal tomando conta dos bares de coquetel da cidade, a próxima evolução pode ser a michelada de mezcal como carro-chefe de algum bar novo na Condesa ou na Roma. Numa cidade com mais de mil estabelecimentos na faixa econômica e menos de cem na faixa premium, a direção é óbvia. A Cidade do México come bem, come barato e distribui notas altas para quem merece, sem se importar com toalha de linho.

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