Alagoinhas tem um ritmo próprio quando o assunto é comida. Entre ruas de pedra e avenidas largas, a gente encontra pratos que misturam o tempero baiano com influências de todo o Brasil. O clima quente deixa tudo ainda mais saboroso, e a variedade de opções faz a cidade se destacar das vizinhas.\n\nComeço o dia na Casa da Mukeca, na Rua Dr. Dantas Bião, 705, bem no Centro. O lugar tem um clima climatizado que ajuda a escapar do calor, e o cardápio self‑service traz moqueca de peixe, arroz de coco e um churrasco de picanha que não pesa no bolso – tudo entre R$ 1 e R$ 20. O atendimento é rápido, mas costuma ter uma fila curta nos dias de quarta, então dá tempo de aproveitar o almoço antes de seguir o passeio.\n\nPara quem curte um churrasco mais tradicional, a Dona Nininha Churrascaria, no km 112 da BR‑101, oferece um buffet de carnes que parece uma festa de família. O espaço tem estacionamento amplo e música ao vivo que anima a refeição. Não há preço fixo divulgado, mas a variedade de cortes – de alcatra a fraldinha – compensa a expectativa. Cheguei numa terça‑feira e encontrei poucas filas, o que facilitou o almoço com a família.\n\nÀ tarde, dou um pulo no Baita Tchê Grill Alagoinhas, na Rod. Governador Mário Covas, Cavada. O restaurante funciona das 6h às 23h todos os dias, então dá para chegar logo depois do almoço e ainda aproveitar o rodízio de churrasco gaúcho. O destaque são as opções de picanha e costela, servidas em um balcão que dá um ar rústico ao ambiente. O local costuma ficar cheio nos fins de semana, mas a fila avança rápido porque o serviço é bem organizado.\n\nQuando a noite chega, a Galeria Thereza Lima, na Rua Clovis Teles da Silva, 136, no bairro Santa Terezinha, abre suas portas das 19h até meia‑noite nos fins de semana. É um bar que combina rock ao vivo com petiscos como pastel de queijo e torresmo crocante. O preço dos petiscos é justo e o ambiente tem um toque surreal, que dá personalidade ao espaço. É o ponto perfeito para fechar o dia com uma cerveja gelada e boa conversa.\n\nSe eu fosse montar um roteiro de um dia, começaria o almoço na Casa da Mukeca, seguiria para o Baita Tchê Grill para um rodízio à tarde e terminaria a noite na Galeria Thereza Lima. Quem tem mais tempo pode incluir a Dona Nininha no almoço de domingo, aproveitando o estacionamento e a música ao vivo. O jeito mais fácil de chegar a todos esses lugares é usar a BR‑101 como referência central e, para o bar, descer até a Rua Clovis, que fica a poucos minutos de carro do centro. Assim, dá para provar o melhor da culinária local sem pressa e ainda curtir a vibe de Alagoinhas.




