Santo Estêvão tem um ritmo de comida que mistura a brisa do litoral com a tradição do interior. Aqui o peixe ainda chega fresco da baía e a pizza sai quente da pedra, tudo num cenário de ruas estreitas e praças cheias de vida. Não é como nas capitais; a gente sente o cheiro de grelha e o som das conversas nas calçadas, e isso faz a refeição virar um encontro de gente.

Começo a tarde no Bar Da Eurides, na Zona Rural, Novo Porto Castro Alves, 25. O lugar tem um balcão de madeira e mesas simples, mas o peixe frito lá é crocante na medida certa. Peço a tilápia empanada com um copo de cerveja gelada – nada de enrolação, o prato sai rápido e o preço cabe no bolso. O ambiente é descontraído, com algumas mesas ao ar livre onde o vento traz o cheiro do mar. Se houver fila, costuma ser curta, porque o horário de almoço tem gente vindo de carro.

Depois, sigo para a Travessa Dom José Botelho de Oliveira, 114, onde fica o Nildo Do Peixe. O cardápio é todo de peixe, de camarão a badejo, e tudo na faixa de R$1 a R$20. O filé de peixe à milanesa, servido com arroz soltinho e feijão, custa menos de R$15 e deixa a conta leve. O lugar abre até 22h nos dias de semana, então dá tempo de aproveitar um jantar tranquilo depois de um dia de sol. O interior tem uma cozinha à vista; dá para ver o chef virando os filés na chapa.

Para quem curte um rodízio, a Churrascaria e Pizzaria Feijão De Corda, perto do centro, oferece carne e pizza ao mesmo tempo. O preço também está na faixa de R$1 a R$20, o que faz a gente comer à vontade sem pesar no bolso. Recomendo o espeto de picanha bem temperado e a pizza de calabresa que sai do forno a lenha. O ambiente é animado, com mesas compartilhadas e música ao vivo nos fins de semana. A fila costuma ser maior nas sextas, mas a espera compensa com a variedade do rodízio.
À noite, a Praça da Lua ganha vida com a Panela de Barro Pizzaria e Restaurante, Rua Quintino Bocaiúva, 314. Aqui o preço sobe um pouco, entre R$20 e R$40, mas a qualidade da pizza justifica. A massa fina, o queijo derretido e a borda levemente queimada são o ponto alto. Peço a margherita com manjericão fresco e a pizza de camarão, ambas acompanhadas de uma caipirinha de caju. O espaço tem iluminação suave e mesas de madeira, perfeito para fechar o dia. Se a fila estiver longa, vale esperar um pouco; o serviço costuma ser rápido depois do pedido.
Um roteiro fácil: chego ao Bar Da Eurides logo após o almoço, sigo para o Nildo Do Peixe no fim da tarde, depois caminho até a Feijão De Corda para o rodízio de sexta‑feira, e termino na Panela de Barro para a pizza noturna. O trajeto pode ser feito a pé entre a Travessa Dom José Botelho e a Praça da Lua, ou de moto para quem tem pressa. Cada parada tem um preço claro, de pratos abaixo de R$20 até a pizza mais cara, então dá para escolher conforme o orçamento. No fim, a mistura de peixe, carne e pizza deixa um sabor de viagem que só Santo Estêvão oferece.


