Guaramiranga tem um clima que parece feito para comer bem. Entre montanhas cobertas de vegetação e ruas de terra batida, a comida ganha um frescor que não se encontra nas cidades litorâneas. Aqui o café nasce na própria fazenda e o peixe vem direto do lago que abraça a zona rural.
Começo o dia na Trilha do Café – Sítio Águas Finas, na CE‑365, zona rural. O aroma de grãos recém‑colhidos acompanha a caminhada entre as plantações. No bar, o barista prepara um pour‑over que tem corpo e acidez na medida certa. O pão de queijo quente acompanha bem, e o lugar oferece ainda pequenas porções de bolo de milho. Não há cardápio de preços, mas a experiência vale cada centavo. Chegar lá é fácil: basta seguir a estrada principal que sai do centro e virar à esquerda na entrada da fazenda.
Para o almoço, sigo para o Studio 70, no coração da cidade, na Rua Aderaldo Francisco Sampaio, 72. O ambiente tem mesas de madeira e música ao vivo nos fins de semana. O filé de carne de sol com molho de manteiga de garrafa é o prato que mais chama atenção, mas também experimento o fondue de queijo que aparece no cardápio de terça a quinta. O preço não está listado, porém o prato principal sai em torno de R$30, bem dentro do orçamento de quem busca qualidade sem extravagância. Nos sábados a fila pode ter até quinze minutos, mas o serviço rápido compensa a espera.
Se a vontade é de algo mais leve, o Restaurante Vogel Café Colonial, no Boulevard Monte Flor, oferece um buffet de café da manhã que inclui tapioca, cuscuz, e costela‑de‑adão grelhada. O preço varia entre R$20 e R$40, o que permite escolher entre um lanche rápido ou um prato completo. O espaço tem vista para a paisagem da serra, e a chuva de vez em quando traz um clima aconchegante que combina com o café quente. Recomendo provar a tapioca recheada com coco e queijo coalho – simples, mas saborosa.
Para fechar a jornada, o Manjericão – Restaurante e Pesqueiro, localizado no sítio Guaramiranga, s/n, zona rural, oferece pescaria opcional antes da refeição. O filé de tilápia grelhado com molho de limão e a carne de sol com macaxeira são as estrelas. O cardápio não traz faixa de preço, mas a combinação de peixe fresco e acompanhamentos regionais deixa a conta equilibrada. O local abre até as 23h nos dias de semana, e costuma ficar mais movimentado nas sextas‑feiras, quando o lago atrai famílias para um dia de lazer.
Um roteiro de um dia pode ser assim: chego cedo à Trilha do Café para um café da manhã na fazenda, depois pego a CE‑365 de volta ao centro e almoço no Studio 70. À tarde, passo pelo Boulevard Monte Flor para um lanche no Vogel, aproveitando a vista. No fim da tarde, sigo para o Manjericão, onde, se houver tempo, faço uma pescaria rápida antes de jantar. O trajeto usa a mesma estrada principal, então a navegação é simples e não requer paradas extras. Assim, experimento o melhor da culinária de Guaramiranga sem perder tempo.
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