Mojuí dos Campos tem um jeito próprio de alimentar quem anda pelas suas ruas: a gente encontra comida caseira em cada esquina, com sabores que lembram a infância e preços que cabem no bolso. A cidade tem poucos shoppings, mas as opções de comida são surpreendentemente variadas, desde padarias que abrem antes do sol até restaurantes que funcionam até tarde. O ritmo aqui permite parar para um lanche a qualquer hora, e cada parada tem uma história que vale a pena ouvir.
Começo o dia na Panificadora São Pedro, na Rua Alm. Barroso, no bairro Cidade Alta. A padaria abre às 6h e fecha às 18h, exceto aos domingos, quando fecha às 11h30. O cheiro de pão recém‑saído do forno já dá sinal de que o café da manhã será simples e delicioso. Recomendo o pão de queijo quente, que custa cerca de R$ 3, e o café passado na hora, ideal para despertar antes da caminhada. O balcão tem um atendimento rápido, e o ambiente é iluminado pela luz da manhã que entra pelas janelas grandes. É o ponto de partida perfeito para quem quer energia antes de explorar a cidade.
Depois de um café forte, sigo para o ASSADÃO MOJUÍ, na Rua Treze de Maio. O restaurante funciona 24 horas nas terças‑feiras e tem horário de almoço das 10h às 14h nos outros dias. O cardápio é barato, tudo entre R$ 1 e R$ 20, e a feijoada da casa é a estrela: feijão preto, carne seca, linguiça e um toque de laranja que equilibra o sabor. Um prato completo sai por cerca de R$ 12, e ainda dá para acompanhar com arroz, farofa e couve. O lugar tem mesas de madeira e um bar que serve caipirinha gelada. Nas noites de sexta, há fila curta, mas o atendimento é ágil, então vale a espera.
Para o lanche da tarde, a Salgaderia Nordestina, na Av. Rui Barbosa, 407, oferece pastel crocante e caldo de feijão que aquecem o corpo. O estabelecimento abre às 15h e fecha às 22h de quarta a domingo, e está fechado nas segundas e terças. O pastel de carne, recheado com carne moída temperada, custa R$ 5, e o caldo de feijão vem com pedaços de carne e torresmo por R$ 8. O ambiente é climatizado, com ventiladores de teto que dão um ar fresco. O serviço costuma ser rápido, e o local costuma ficar cheio nos fins de semana, mas a fila costuma ter no máximo dez pessoas, então dá para esperar sem pressa.
Encerrando o dia, dou um pulo no Supermercado Moisés, na TV. Antônio Valfredo, 340‑462, no Centro. O supermercado abre às 7h15 e fecha às 20h nos dias úteis, e tem horário reduzido aos domingos, até meio‑dia. Lá encontro frutas tropicais, queijos artesanais e um balcão de frios que serve sanduíches de carne de sol por R$ 9. Comparado ao ASSADÃO, onde o prato principal custa R$ 12, o sanduíche do supermercado sai mais barato e ainda permite montar a própria refeição. O espaço tem corredores amplos, iluminação natural e atendentes simpáticos que ajudam a escolher os melhores produtos. Depois de comprar algumas frutas e um suco, volto para casa com a sensação de ter provado o melhor da cidade em um único dia.
Se quiser fazer um roteiro completo, comece na Panificadora São Pedro logo cedo, siga a pé até a Rua Treze de Maio para o almoço no ASSADÃO, depois caminhe pela Av. Rui Barbosa para o pastel da Salgaderia e termine o dia no Supermercado Moisés, que fica a poucos quarteirões do centro. O trajeto passa pela Praça da Matriz, onde há um ponto de ônibus que facilita o deslocamento caso precise pegar um táxi. Cada parada oferece algo diferente, mas todas compartilham o mesmo compromisso: comida boa, preço justo e um sorriso no rosto.
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