Pindaré-Mirim tem um ritmo tranquilo, mas a comida aqui tem energia própria. Nas ruas centrais, o cheiro de feijão, peixe e fruta fresca se mistura com o som dos ônibus que passam pela R. São Pedro. O que diferencia a culinária local é a combinação de receitas herdadas da época colonial e a criatividade dos jovens empreendedores que abrem quiosques ao lado de casas de família. Cada esquina oferece uma surpresa, seja um copo de açaí gelado ou um prato de carne assada que parece ter sido preparado há gerações.
Começo o tour no Açaí Country Club Pindaré, na R. Ouro Preto, 39. O lugar parece um clube de esportes, mas o que realmente atrai são as tigelas de açaí servidas com granola crocante, banana fatiada e mel de abelha. O preço fica entre R$1 e R$20, perfeito para um lanche pós‑treino ou para refrescar no fim da tarde. O ambiente tem música ao vivo nas sextas‑feiras, o que cria um clima descontraído para conversar com os vizinhos. Recomendo experimentar a versão “tropical” que inclui pedaços de manga e coco ralado – o contraste doce e ácido faz a gente querer voltar no dia seguinte.
Logo ao lado, a poucos passos, está o Engenho Central de Pindaré Mirim, na R. São Pedro, 696. Embora seja catalogado como museu, o espaço abriga um pequeno quiosque que vende doces típicos como bolo de macaxeira e pastel de queijo. O horário de funcionamento à tarde permite combinar a visita ao acervo histórico com um lanche rápido. Os preços são acessíveis, dentro da mesma faixa de R$1 a R$20, então dá para provar duas opções sem pesar no bolso. O ambiente interno tem paredes de pedra aparente e vitrines que exibem artesanato local, o que deixa a experiência ainda mais imersiva.
Para o almoço ou jantar, o Bar e Restaurante Sapucaia, na R. São Pedro, é a escolha certa. O restaurante abre das 9h às 23h todos os dias, então dá para chegar a qualquer hora. A especialidade da casa é a feijoada de domingo, servida com arroz branco, farofa crocante e laranja fatiada. A cerveja artesanal da casa acompanha bem o prato, e o bar tem um fluxo constante de clientes que conversam animadamente. Não há faixa de preço indicada, mas a conta costuma ficar na média de R$30 a R$50 por pessoa, o que ainda é razoável para a quantidade e qualidade oferecida. Se a fila estiver longa, vale esperar – a espera costuma ser de 10 a 15 minutos e vale a pena.
Se a fome bater mais cedo, a Lanchonete Gostinho de Quero Mais, na R. Elías Haickel, 10‑62, abre às 7h15 e serve até 19h nos dias úteis. O cardápio é simples: pastel de carne, coxinha e sucos naturais, tudo por menos de R$20. O local costuma ter fila curta nas manhãs de segunda a quinta, mas nos dias de sexta a domingo está fechado, então planeje sua visita. O ponto forte aqui é a rapidez do serviço e o sabor caseiro que lembra a cozinha da avó. Uma boa estratégia é combinar um pastel com um copo de refrigerante gelado e seguir para o próximo ponto do dia.
Um roteiro de um dia pode começar com um açaí no Country Club por volta das 15h, seguido de uma caminhada até o Engenho Central para um doce à tarde. Depois, siga para o Sapucaia para o jantar, aproveitando a feijoada e a cerveja. Se ainda houver espaço na barriga, finalize com um pastel na Gostinho de Quero Mais antes de fechar as portas. Todos os lugares ficam a poucos quarteirões uns dos outros, facilitando o deslocamento a pé ou de bicicleta. Assim, você experimenta a variedade de sabores que Pindaré‑Mirim oferece sem precisar de carro.
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