Valente tem um jeito próprio de reunir gente ao redor da mesa. Nas ruas do centro, o cheiro de comida caseira mistura-se com o som das conversas nos bares. Não tem a pressa das capitais; aqui cada refeição vira um momento de pausa. Por isso, escolher onde comer pode mudar totalmente a impressão da cidade. Vou levar você pelos quatro cantos que eu mais frequento, todos a poucos passos da Praça da Matriz.
Na sexta à noite, a primeira parada costuma ser a Plakinha Pizzaria de Valente (R. Braz do Amaral, 90 - Centro). O forno a lenha lança aquele aroma de massa fermentando que atrai a fila logo depois das 18h. A pizza de calabresa, coberta de queijo derretido, custa em torno de R$12 e vem acompanhada de um copo de cerveja gelada, perfeito para quem chega cansado da viagem. Se a fila estiver grande, vale esperar; o atendimento costuma ser rápido e o preço continua na faixa R$1–20. Para quem prefere carne, O Rancho Churrascaria (48890‑000, Valente – BA) abre só às sextas das 8h às 16h, mas o churrasco de bode já chega ao prato por cerca de R$15. O ambiente simples deixa o foco no sabor, e o preço bate o de muitas casas de praia da região.
Depois da pizza ou do churrasco, a sobremesa fica por conta da Bruno's Sorveteria e Lanchonete (R. Braz do Amaral, 109 - Centro). O balcão abre às 7h30 nos dias de semana e serve sorvete artesanal em copos generosos, preço médio R$8. O sabor de fruta da estação costuma aparecer nos comentários, e a porção grande satisfaz quem ainda tem espaço para o próximo prato. Quando a noite já avançou, a gente segue para a Zeppelin Bar (de Oliveira - R. Roberval Ramos, 7 - Centro). O bar abre às 16h de quarta a sexta e fica até 2h da manhã nos fins de semana, com música rock ao vivo que preenche o espaço. Um coquetel de cachaça com fruta tropical custa cerca de R$10 e combina bem com o clima descontraído.
Comparando os valores, a pizza da Plakinha sai por R$12, o churrasco do Rancho por R$15, o sorvete da Bruno's por R$8 e o drink da Zeppelin por R$10. Mesmo com a diferença, todas as opções permanecem dentro da faixa R$1–20 que domina a cidade, então dá para montar um roteiro completo sem estourar o orçamento. Para chegar a cada ponto, basta descer na parada de ônibus da Praça da Matriz; todas ficam a menos de 300 metros, e caminhar entre elas leva no máximo cinco minutos. Se houver fila na pizzaria, vale dar uma volta pela Rua Braz do Amaral – tem algumas lojas de artesanato que ajudam a passar o tempo.
Um dia típico de comer em Valente pode começar com a pizza da Plakinha ao entardecer, seguir para o churrasco de bode no Rancho na manhã de sexta, saborear um sorvete da Bruno's antes de voltar ao centro, e terminar a noite no Zeppelin, brindando ao som da guitarra. O percurso fica inteiro dentro do centro histórico, então você ainda pode curtir a arquitetura colonial enquanto troca de sabores. Leve dinheiro em espécie, porque alguns estabelecimentos ainda não aceitam cartão, e esteja preparado para conversar com os donos – eles adoram contar a história de cada prato. Assim, a experiência vai além da comida e vira um pedaço da vida valentina.
Ler Artigo Completo