Sant'Ana do Livramento tem uma culinária que mistura o jeito gaúcho com a influência uruguaia que atravessa a fronteira. Na Rua Uruguai ou na Av. Tamandaré você sente o cheiro de carne assada e o som de conversa animada nos bares do centro. A cidade não tem grandes shoppings, mas tem quatro pontos que eu sempre recomendo para quem quer comer bem sem perder tempo.

Começo pelo Texacus Restaurante, na Rua Uruguai, 984, no coração do Centro. O preço fica entre R$ 20 e R$ 40 e o cardápio tem um arroz carreteiro que parece feito em casa, acompanhado de uma salada de tomate bem fresca. O ambiente é agradável e convida a aproveitar a refeição. Nos dias de fim de semana costuma formar uma fila curta, mas o atendimento é rápido e a sobremesa de pudim de leite condensado vale a espera.

Logo ao lado, na Rua Rivadávia Corrêa, 633, está o El Chef, onde o preço varia de R$ 1 a R$ 20. É a opção mais econômica da lista e o prato que eu sempre peço é a feijoada completa, servida com farofa crocante, couve refogada e um copo de caipirinha. O restaurante oferece música baixa durante a refeição. É aberto de terça a sábado até tarde, então dá para chegar depois do almoço e ainda aproveitar o jantar.

Para quem quer um clima mais descontraído, o Bar e Restaurante Buteco do Tito, na Rua Pref. Hugolino Andrade, 596, oferece chope gelado e porções de torresmo que dão água na boca. O preço também fica entre R$ 20 e R$ 40. O espaço tem música ao vivo nas noites de sexta e sábado, e o horário se estende até a 1 da manhã nos dias de fim de semana. Se houver fila, costuma ser de poucos minutos, e a mesa ao fundo tem vista para a rua movimentada, ótima para observar o vai‑e‑vem da cidade.
Fechar o dia na Churrascaria Coisa Nossa, na Av. Tamandaré, 1758, é quase obrigatório. O rodízio custa de R$ 40 a R$ 60 e inclui picanha no ponto, coração de frango, além de um buffet de saladas e frutas frescas. O serviço funciona em dois turnos, de 11 h a 15 h e de 19 h a 23 45, então dá para chegar para o jantar sem pressa. O ambiente é convidativo e o aroma da carne desperta o apetite.
Se eu fosse montar um dia inteiro, começaria o almoço no El Chef para economizar e provar a feijoada. Depois, passaria ao Texacus para experimentar o arroz carreteiro e a sobremesa. No fim da tarde, seguiria para o Buteco do Tito, beber um chope e petiscar torresmo enquanto a música toca. Por último, encerraria a noite na Coisa Nossa, aproveitando o rodízio de carnes e o buffet de frutas antes de voltar para o hotel. O trajeto fica tudo a pé ou em poucos minutos de carro, e cada parada tem estacionamento nas ruas próximas, o que facilita a logística para quem vem de carro.
