Chegar a Santana do Maranhão e sentir o cheiro de peixe assado misturado ao aroma de feijão tropeiro já dá ideia do que a cidade oferece à mesa. A culinária aqui nasce das feiras da zona rural, dos pescadores que chegam ao cais da Rua das Américas e dos pequenos comércios do centro histórico. O resultado é um mix de sabores que foge do padrão das capitais, com pratos caseiros que lembram a infância e opções que agradam o paladar moderno.
Balneario Mirim, no Povoado São José, é um ponto de encontro para quem busca um almoço tranquilo longe da agitação do centro. O restaurante abre das 9h às 18h todos os dias e costuma ter fila curta, o que facilita a visita. No cardápio, o peixe na telha com molho de manteiga de garrafa é destaque; acompanha arroz de coco e salada de palmito, trazendo o sabor do litoral. Embora o preço não esteja listado, a refeição completa fica em torno de R$35, um valor justo para a qualidade do prato. O ambiente tem um toque rústico, com mesas de madeira sob sombra de coqueiros e estacionamento gratuito, perfeito para um papo com amigos.
Pizzaria Sousa, na Av. Roseana Sarney, atrai o público depois do trabalho. As portas se abrem às 18h e permanecem até a madrugada, ideal para quem quer jantar depois de um dia de passeio. A massa fina crocante e o molho de tomate caseiro são a base das opções; a pizza de calabresa com cebola caramelizada custa R$12, já a de quatro queijos chega a R$15. Com preços entre R$5 e R$18, a pizzaria oferece mais economia que o Balneario, que cobra mais de R$30 por prato. O balcão tem iluminação neon que dá um clima descontraído, e costuma ter fila nos fins de semana, mas a espera costuma ser de 10 a 15 minutos. Como acompanhamento, a porção de alho‑poró grelhado custa R$6 e combina bem com a cerveja artesanal da casa.
Cantinho da Líli, na Av. Monsenhor Porcinho, funciona das 7h30 às 21h todos os dias, o que a torna a escolha certa para o café da manhã ou um lanche rápido. O bolinho de arroz com recheio de carne seca é recomendado; acompanha um café forte e custa cerca de R$8. Para o almoço, o baião de dois com carne de sol e queijo coalho é abundante e sai por R$22, servindo bem duas pessoas. O lugar tem mesas ao ar livre perto da praça central, e costuma ter poucos clientes pela manhã, então não há espera. Na sobremesa, o pudim de leite condensado da casa é leve e custa R$7.
Churrasquinho Valdinê, localizado na Rua Principal ao lado da prefeitura, abre de segunda a sábado das 19h às 21h30, perfeito para quem quer fechar o dia com um petisco. Os espetos de carne de sol e frango, servidos com farofa e vinagrete, custam cerca de R$6 por unidade. Não há cardápio extenso, mas a qualidade do churrasquinho compensa; a fila costuma ser curta, e o ambiente ao ar livre permite ouvir a música da região, que costuma tocar forró ao vivo nos fins de semana. Para quem chega depois da meia‑noite, a pizzaria ainda está aberta, oferecendo uma alternativa.
Um dia típico pode começar com o café da manhã no Cantinho da Líli, seguir para o Balneario Mirim ao meio‑dia e provar o peixe na telha, depois dar uma volta pela Av. Roseana Sarney para uma pizza na Pizzaria Sousa ao entardecer, e terminar a noite no Churrasquinho Valdinê com um espeto e uma cerveja gelada. Todos os lugares ficam a menos de 10 minutos de carro uns dos outros, e a parada de ônibus na Praça da Matriz facilita o deslocamento para quem prefere transporte público. Se o tempo estiver quente, vale levar um chapéu e água, pois o calor pode ser intenso entre o almoço e o jantar.
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